quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Incerteza: manual de convivência

Querer ter certeza para se sentir mais seguro é uma das maiores pegadinhas do mundo.
 
Ela se baseia numa ideia muito parecida com a seguinte:
 
"Ter certeza de que as coisas darão certo é a melhor maneira de eu me acalmar. Afinal, assim, saberei que coisas ruins não acontecerão."
 
Mas a única coisa certa nesta vida, como todo mundo sabe, é que um dia morreremos. Sobre o resto, não há certezas absolutas.
 
E isso significa que o mundo é um completo caos e que não temos controle sobre nada?
Claro que não!! Nem oito, nem oitenta.
 
Se no seu dicionário "emocional" incerto é sinônimo de problemas, coisas dando errado e catastrófes, já é hora de fazer uma revisão e colocar as coisas em seus lugares.
 
E se ter uma certeza plena é algo inviável, em que podemos nos basear? Nas probabilidades (o que é isso?)! No que é mais provável, comum de acontecer: olhe para os fatos, para experiências passadas e, aí sim, formule suas conclusões.
 
Uma ideia alternativa:
" Querer ter certeza de que nada de ruim vai acontecer é a receita certa para se manter preocupado e tenso todos os dias. Ao invés disso, se eu me basear no que é mais provável de acontecer, terei uma base mais segura de julgamento e posso me acalmar. E se, no pior das hipóteses, surgir um imprevisto, tenho recursos internos e externos para lidar com ele, e prova disso é o fato de já ter resolvido imprevistos anteriormente. "
 
Que tal testar pensar desse jeito, diferenciar as preocupações produtivas das improdutivas e ver o que muda? Pode ser que você descubra que a ansiedade e preocupação são administráveis. Que lindo, não?
 
Ana Carolina Diethelm Kley
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