quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Insatisfação crônica

Ela acontece quando nada parece lá muito bom: você troca de trabalho, de namorado, de casa, de amigos e o pensamento "está bom, mas..." continua lá, grudado em você. Muda a situação, a sensação continua a mesma.
 
Neste post, meu objetivo é jogar alguma luz sobre essa ideia tão chata e que tem como consequência viver num mundo cinza.
 
A primeira coisa a dizer é que isso pode ser um sintoma de depressão. Então, caso você esteja sentindo isso há algum tempo (mais que três semanas, diariamente), vale a pena consultar um psicólogo ou psiquiatra.
 
A ideia "nada está (é) o bom o suficiente" pode ser consequência de dar muito valor ao que, de fato, não está bom/ não é agradável ou ao que não se tem. Sendo assim, tendemos a enaltecer a parte negativa e ignorar o que existe de bom, de útil e de agradável. Essa percepção pela metade faz com que tenhamos essa ideia igualmente distorcida de que as coisas são insuficientes.
 
E, se assim for, vale a pena registrar (sim, você leu isso mesmo! Minha sugestão é colocar no papel) as coisas positivas do seu trabalho, relacionamento ou dos seus amigos e, diariamente, avaliar se esta característica está lá. Se essa análise fizer você se sentir melhor, pode ser que, ao mudar a maneira como você valoriza as coisas, a sua satisfação também cresça (por que não fazer um teste??).
 
Por outro lado, se você fizer esse registro e as coisas positivas forem escassas mesmo, aí talvez seja a hora de se perguntar porque você se submete a algo deste tipo. Talvez seja a hora, também, de fazer um plano de ação para sair dessa situação.
 
De uma maneira ou de outra, enxergar as coisas de uma maneira diferente (e agir conforme, se necessário) poderá ajudar a melhorar a insatisfação crônica. Porque, afinal, ninguém merece uma vida cinza num mundo tão cheio de cores.
 
Ana Carolina Diethelm Kley
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