segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cabeça cheia de perguntas: oficina do diabo

Eu acho que uma cabeça vazia realmente é um prato cheio para caminhos tortos, embora uma mente lotada de perguntas também não seja um dos melhores ambientes. E quando digo isso, refiro-me a um tipo de pergunta específica: aquela que não tem resposta.

Mais uma vez, não estou falando das clássicas "de onde viemos e para onde vamos?", "por que estamos aqui?", etc; o alvo são perguntas mais pessoais para as quais não sabemos exatamente a resposta e caímos na tentação de querer advinhar... Ah, como o diabo deve adorar isso, afinal, de uma possibilidade, caminhamos, de pergunta em pergunta, para o fim mais trágico possível (na nossa imaginação).


Exemplo: "E se elas não gostarem da minha apresentação?" - "E se elas pedirem mais explicações?" - "E se eu não souber responder?" - "E se acharem que fulana é melhor do que eu?" - "E se me despedirem?" - "E se eu não tiver como pagar a parcela da casa?" - "Não vou conseguir pagar minhas contas" (Fim do poço, bem próximo do inferno).
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