sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ser ou não ser: por que as pessoas são amantes

Agradeço à Sandra Scofani pela pergunta!
Bom, lá vai uma maneira de entender a questão.

A intimidade de um relacionamento pode assustar muita gente se eles pensarem da seguinte forma:
"se eu me abrir mesmo (se ele me conhecer como realmente sou), ele não vai gostar de mim (ou vai ver que não tenho nada de mais ou vai se enjoar de mim) e vai me deixar".

Imaginem só: é como se, num relacionamento amoroso, a qualquer momento o outro pudesse descobrir que você não é lá essas coisas e rejeitá-lo. Então, para evitar o sofrimento da rejeição, a pessoa evita relacionamentos em que pudesse se envolver a este ponto e se interessa apenas por pessoas indisponíveis (uma pessoa casada é um bom exemplo de indisponibilidade, mas existem outras como aquelas que não querem compromisso sério), com as quais pode ter uma relação mais superficial, sem tanto "perigo". É o que as pessoas chamam de "síndrome do dedo podre".

Isso tudo até faria sentido se a primeira idéia (a que está entre aspas) fosse absolutamente verdade. Ela pode até parecer verdadeira, mas provavelmente não é. E aí é que mora o problema. Pois, se a pessoa não encara um relacionamento de verdade, será mais difícil desmentir a idéia e, sendo assim, pode ser que ela continue se sujeitando a migalhas de afeto até perceber que ela é digna de ser verdadeiramente amada, exatamente do jeito que ela é.
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