quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Da série Distorções: "Não sou bom o suficiente"

Se você respondeu as perguntas do post anterior com sonoros "nãos", talvez esteja na hora de rever a maneira como você se percebe como profissional.
 
Para  que a ideia "não sou bom o suficiente" passe pela sua cabeça, alguns hábitos mentais devem existir como, por exemplo:
 
ter expectativas exageradas a respeito da sua performance profissional (saber tudo na ponta da língua, não errar). Podemos notar este tipo de cobrança pela presença do sdeverias (ex. "eu deveria saber isso", "deveria ter feito mais do que fiz")
 
- não valorizar o que faz de bom e de certo ao pensar coisas do tipo "não faço mais que minha obrigação" ou "qualquer um faria isso"
 
- supervalorizar seus erros (como saber? Se diante de qualquer erro, você ficar arrasado por horas ou dias, se achando o pior profissional do planeta e se sentir desanimado em fazer quaisquer outras coisas)
 
- puxar para si grande parte (ou toda) responsabilidade do que deu errado ("é tudo minha culpa", "sou tão incompetente", "não faço nada certo"), quando isso não é razoável
 
Pode até ser que essas informações não sejam fáceis de perceber numa primeira análise, mas você pode se orientar observando as frases entre aspas.
 
E, quando perceber, reaja às suas ideias. Desconfie! Questione a si mesmo, pese o que você ganha e o que você perde utilizando estas formas de pensar.
 
Valorize seu esforço e o resultado de seu trabalho da mesma maneira que você faria com um grande amigo ou com seu filho. Ou será que, diante de um grande esforço de algum deles, você diria "é, ficou legalzinho?" Espero que não.
 
Você não é réfem do que vem automaticamente a sua cabeça, embora possa parecer. Tente reagir, insista nisso e, com a prática, novas formas de pensar, de sentir e de agir virão à tona para reforçar sua autoconfiança.
 
Ana Carolina Diethelm Kley
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