sexta-feira, 14 de março de 2014

"Nossa, que sorte!"

Vi um comercial estes dias que me fez pensar sobre a influência da sorte sobre a vida das pessoas.
 
Muita gente olha para algo que deu certo (na sua vida ou na dos outros) e pensa (ou fala): "nossa, que sorte!".
 
E eu acho isso uma grande injustica!
 
E o trabalho, o merecimento e o esforço não tem influência nenhuma, não? "(Claro que não - essa parte fica subentendida), foi sorte!" Ao ouvir isso, penso "mesmo com sorte, se ele não tivesse se esforçado, acordado cedo, ido atrás, insistido no que queria fazer, duvido que teria conseguido o resultado". Olha só o comercial:
 
 
 
Existe um problema de pensar que tudo de bom que acontece é sorte e ele está no fato de que isso transmite  a ideia de que chegar num resultado positivo não depende (principalmente) dos nossos esforços e, sim, de uma boa vontade (alheia) que vem do destino, da vida ou de seja lá o que for.
 
Além disso, essa maneira de pensar pode estimular o comodismo, o vitimismo ("se nada dá certo na minha vida, então, eu sou um coitado e não posso fazer nada; a culpa não é minha"), atrasar conquistas e gerar muita frustração.
 
Ui, dá até uma aflição escrever tudo isso.
 
Só depende de você mudar a maneira como explica seu sucesso: você pode explicá-lo como algo que dependa do seu esforço, da sua persistência, da sua busca por informações e ajuda, da sua paciência (para esperar a coisa ir no ritmo necessário), enfim, dos seus recursos, OU, você pode colocá-lo nas mãos de sabe lá Deus o que e passar a vida esperando que algo bom aconteça (neste caso, é melhor sentar...).
 
Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley
 
 
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