quinta-feira, 17 de julho de 2014

Escolha a calma

Escolha a calma é o nome de uma campanha cuja iniciativa é da Brahma Kumaris, uma instituição sem fins lucrativos.

Resolvi fazer essa divulgação porque, desde a escolha do título da campanha até as mensagens, é reforçada a ideia de que ser mais calmo depende de você e não dos outros ou do mundo, uma maneira de encarar a raiva que é compartilhada pela Terapia Cognitiva: o que nós pensamos interfere no que sentimos.
 
Ou seja: mesmo que as pessoas e as situações não mudem, você pode pensar diferente e se sentir diferente, melhor.

Sentir raiva é normal e tão natural quanto sentir fome ou frio. Não há problema algum em ter raiva: não é feio, coisa de gente maluca, nem perigoso. Só é preciso tomar cuidado com o que se fala e o que se faz quando se está com raiva, porque ela é uma das emoções que mais nos deixa impulsivos.

Se você quer ou  não controlar o impulso gerado pela raiva, ou se quer ou não pensar diferente: é aí onde entram as escolhas. Quando estamos com raiva, temos a certeza de que nosso ponto de vista é correto, de que estamos sendo desrepeitados e/ou abusados e/ou humilhados e/ou ofendidos e/ou injustiçados e, tudo isso, de forma intencional. Pode até ser que isso seja verdade, mas também pode ser que não seja e que isso só vá ficar claro depois, quando o arrependimento estiver dando o ar da graça.

E mesmo se for verdade (infelizmente, esse tipo de coisa acontece com todo mundo: más e boas pessoas), você ainda tem a escolha de se estressar ou não com isso, de fazer algo para se sentir melhor ou remoer a história, pensando no que poderia ter dito ou feito diferente.

Você pode, ainda, pesar as consequências dos seus atos: vale a pena insistir na irritação? Ou falar algo? Ou deixar de falar? Será que a pessoa fez isso de caso pensado mesmo? Será que ela tem  ideia de quanto isso me machuca? Enfim, cada situação demanda uma reflexão; aliás, respirar fundo e refletir também é uma escolha. Deixar a raiva tomar conta, também é.
 
Já disse aqui no blog, que a raiva é má conselheira e que ter mais controle sobre ela também depende de treino. No site do Escolha a calma, há algumas sugestões do que fazer: agir com mais tolerância, compreensão e flexibilidade são algumas delas. É fácil? Talvez não. É impossível? Não creio. É instantâneo? Pouco provável. Mas acho que a pergunta mais importante aqui seja: quanto você quer ser mais calmo? Então, mãos à obra.
 
Lá o vai o link de novo: Escolha a Calma
 
Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley
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