quinta-feira, 10 de julho de 2014

Medo de avião

Resolvi seguir a sugestão da minha amiga Liliane Inglez, que tem um blog sobre viagens, e escrever sobre o medo de viajar de avião. Existem tantos lugares maravilhosos para se conhecer e muitas pessoas acabam se privando deste prazer por causa do medo.
 
Em primeiro lugar, é importante esclarecer que não é o avião ou o vôo em si que causam este medo, mas o que se pensa a respeito deles. Se fosse a situação, todo os  passageiros sentiriam a mesma coisa e na mesma intensidade (mais ou menos como o frio na barriga que as pessoas sentem em algumas partes das montanhas russas), mas o fato é que existe todo tipo de reação dentro de uma cabine de avião: desde aqueles que tremem e suam frio até aqueles que dormem como bebês (sem remédios).
 
E quais seriam estes pensamentos? Lá vão alguns exemplos:
"E se o avião cair?"
"E se eu não tiver ar suficiente?", "E se eu não conseguir respirar?"
 
Quando eles aparecem, temos a impressão de que estes acontecimentos (o avião cair ou não ter ar suficiente na cabine) são altamente prováveis, quase certos.
 
Questionar essas aparentes certezas é um dos caminhos que nos ajudam a enfraquecer estes pensamentos e a voar com mais tranquilidade. Você sabe quantos aviões pousam e decolam em Congonhas (SP) por dia? Aproximadamente 600. Levando este número em consideração, temos 18.000 vôos só neste aeroporto por mês. E quantos aviões caíram saindo deste aeroporto no último ano? Nenhum. O avião só perde em segurança para o elevador.
 
Até porque os processos que mantém o avião voando, mesmo em caso de turbulência, já são conhecidos, estudados e aprimorados há muito anos (os primeiros vôos comerciais nos Estados Unidos datam de 1920) e as pessoas que os pilotam tem muita experiência nisso.
 
Em relação ao oxigênio, há um sistema que provê todo o ar necessário para os passageiros, prova disso é que nunca se ouviu falar de alguém que tenha morrido por falta de ar numa cabine. O que pode ser diferente no avião é a sensação que se tem ao respirar, que é muito parecida com a que ocorre em ambientes com ar condicionado ou, ainda mais, no caso das saunas (o ar está quente,  não escasso).
 
Além de refletir sobre a veracidade destas ideias, podemos questionar nossa necessidade de sempre ter certeza e, também, fazer exercícios de relaxamento no avião. Podemos, ainda, visualizar nossa chegada ao aeroporto de destino, como seremos recebidos, o que faremos em seguida. Essa técnica ajuda a projetar um pensamento (em forma de imagem) mais realista, o que nos deixa mais tranquilos.
 
Neste post, meu intuito foi expor algumas das maneiras de lidar com o medo de avião e mostrar que há luz no final do túnel para aquelas pessoas que sofrem com isso. O tratamento clínico inclui estas técnicas, e outras mais.
 
Não permita que este medo paralise sua vida e limite seu mundo, ainda mais quando há tratamento para isso.
 
Boas futuras viagens!
 
Ana Carolina Diethelm Kley
Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley
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