sexta-feira, 19 de março de 2010

Colocar as coisas no papel: primeiro passo para a concretização

Esse post é uma sugestão da Elisa e é algo que eu já ouvi muitas vezes: como lidar com a relutância em colocar as coisas no papel?

Um papel e uma caneta (ou lápis) pode ajudar a organizar as coisas, a medir as vantagens e desvantagens de uma escolha, a prestar atenção ao que você pensa, sente e faz. Mais importante do que tudo isso é o fato de que, apenas pensando, podemos começar num assunto e acabar em outro, sem falar nas diversas escalas do meio. O que pode gerar? Falta de objetividade, confusão, falta de resolução e ação. Ou seja, é mais provável que não se saia do lugar.

Colocar as coisas no papel também não é garantia alguma de solução, embora a probabilidade de agir, depois de organizar as idéias, seja bem maior; a possibilidade de tomar uma decisão mais acertada depois de encarar os prós e os contra também aumenta. E assim vai.

Mas a questão é: não é fácil parar de fazer todo o resto a fim de usar a escrita. Trata-se de uma questão de prioridade: o que é mais importante? Entre trabalhar e fazer uma lista do que é preciso ser feito, damos prioridade ao primeiro. Mas e se a lista nos ajudar a facilitar o trabalho? Então, ela vira prioridade e o tempo gasto com ela já não é mais encarado como perda de tempo.

Diante da dificuldade de parar e escrever ou ler cartões de enfrentamento, pense no porque seria interessante para você fazer isso, o que você pode ganhar, o que pode ser facilitado na sua vida ao colocar as coisas no papel. Esse tipo de estímulo costuma ter um efeito motivador.

Minha recomendação, no entanto, é que esse processo seja algo gradual. Se você não tem o costume de fazer uma agenda, por exemplo, tente organizar apenas um dia (e seguir a agenda) e veja o resultado. Se for bom, você se sentirá estimulado a continuar. Se não for, faça outra coisa que o ajude a chegar onde quer.
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