sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O que fazer ao invés de ficar remoendo

Remoer é uma maneira de pensar sobre os problemas. Neste post, meu intuito é propor outra forma.



Quando remoemos uma preocupação, um pensamento ("E se...") se segue ao outro, que já se une ao seguinte e assim vai; a cada pensamento novo, cresce a grandiosidade da catástrofe que parece cada vez mais iminente.



Ao invés disso, tente criar o hábito de focalizar o primeiro ou um dos primeiros pensamentos catastróficos que surgirem quando você ficar preocupado e avaliá-lo baseado apenas em FATOS. Vamos à prática:

1º passo = identificar o pensamento: "E se eu não conseguir terminar o relatório a tempo?"

2º passo = transformá-lo numa afirmação: "não vou conseguir terminar o relatório a tempo" (não dá pra verificar se uma pergunta é verdadeira antes que ela aconteça, pois Raras são as pessoas que tem o dom da premonição, daí a necessidade de transformar a pergunta em afirmação antes de analisar)

3º passo = averiguar os FATOS a favor da idéia: "quais são os fatos que me levam a acreditar que isso vai acontecer?"

4º passo = averiguar se há FATOS contra a idéia: "há fatos que mostrem que não vou atrasar o relatório?"

5º passo = comparar os fatos a favor e contra e chegar a uma conclusão baseada NISSO. Sua conclusão diz o que sobre seu primeiro pensamento? Realmente há sinais efetivos de que o relatório não sai no prazo? Neste caso, parta para a ação (passo 6 - pode ou não ser necessário): o que VOCÊ pode fazer a respeito disso (para evitar que isso ocorra ou para remediar) AGORA?



Mas há casos em que o pensamento, embora pareça totalmente verdadeiro, depois de analisado, ele se mostra falso. Nestes casos, a preocupação diminui quando percebemos que estamos diante de algo que, baseado nos fatos, não faz tanto sentido assim. Então, pratique!

Se você tiver dúvidas ou achar estes passos confusos, por favor escreva. Acho muito útil esclarecer estes casos pois, afinal, pode ser que outras pessoas tenham as mesmas dúvidas que você.

Ana Carolina Diethelm Kley

anacdkley@hotmail.com 
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Para me adicionar no Twitter: @AnaDKley

6 comentários:

  1. Entendi perfeitamente os passos, mas estou com uma dúvida pessoal. Mesmo fazendo esses passos, a maioria dos meus problemas eu concluo que "o relatório vai sair atrasado", no meu caso "não vai nem sair". O que eu faço numa situação dessas? Desisto sempre, ou insisto sabe-se lá por quanto tempo? (Eu tenho dificuldade de executar coisas, aí nunca sei se "nao me enxergo" por querer mais do que aguento e devo me por nomeu lugar, ou se tentotentotento até conseguir.)

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  2. Oi, Ana

    Quanto tempo? rsrs

    o post que comentei com você:

    http://www.soniahirsch.com/2010/09/ser-feliz-e-saudavel-e-sempre-uma-opcao.html

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  3. Oi, Ção. Obrigada pelo link.
    beijos

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  4. Obrigada também à pessoa que expôs sua dúvida. Bom, vamos lá: no caso de uma preocupação que se mostra verdadeira depois de devidamente analisada, temos que ir para a ação. No seu caso, tenho duas HIPÓTESES: a primeira seria a de que você precisa pensar mais em termos de organização (um exemplo é fazer um cronograma para dividir as tarefas necessárias de acordo com o tempo disponível)e, a segunda, é parar pra avaliar se o volume de coisas com as quais você se compromete é viável (realista) ou não. Pois pode ser, sim, que você tenha coisas demais pra fazer e que continue com as mesmas 24 horas. Então, não acho que seja interessante desistir das coisas, mas mudar a(s) estratégia(s) que você tem utilizado para lidar com elas. Um abraço pra você

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  5. Obrigada Ana Carolina!
    Mas é bem difícil mudar as estratégias né. E eu "abstraí" demais o tema... eu nem estava me referindo ao tempo e sim a "eu não consigo fazer isso".
    Mas isso é complexo demais... é melhor eu fazer uma terapia né.
    Obrigada pela ajuda.

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  6. Eu também agradeço pela oportunidade de ajudar. Bom,eu acho a terapia uma maneira mais focada e rápida de ajudar; de qualquer forma, o caminho pode ser este mesmo que eu falei no comentário: avalie o pensamento e, se ele for verdadeiro, vá para a ação e modifique a estratégia. Um outro jeito, também, é verificar que se a meta que você se colocou é realista ou não, afinal, nenhuma estratégia conseguirá te levar onde não é viável chegar mesmo.

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