quarta-feira, 25 de abril de 2012

Aprenda a lidar melhor com a ansiedade - parte 2

Neste post, vou continuar falando sobre diferenciações úteis para lidar melhor com a ansiedade. Se você quiser ver ou rever as primeiras diferenciações, clique aqui.

Hoje, veremos a diferença entre as situações e nossos comportamentos.

Situações concretas são as coisas que acontecem ao nosso redor (ou dentro de nós) momentos antes de nos sentirmos ansiosos (ou mais ansiosos ainda). Pode ser o comentário do chefe, a cara feia do namorado, ver uma conta a ser paga, ou ainda, recordar um acontecimento ou um compromisso futuro.

Lembrando que não é esta situação concreta a responsável pela ansiedade que sentimos, mas, sim, a maneira como interpretamos essa situação.

Exemplo:
situação concreta: namorado está de cara feia
Interpretação/ pensamento: "Será que eu fiz alguma coisa errada?"
Emoção: ansiedade ou preocupação (tudo farinha do mesmo saco)

A última parte que precisamos prestar atenção é o que fazemos. Continuando o exemplo acima, temos:

Comportamento: perguntar ao namorado, várias vezes, se ela fez algo errado ou se ele está bravo com ela

E é importante ter noção deste comportamento porque, muitas vezes, ele tem consequências que agravam nossa ansiedade e não percebemos isso. No caso da moça acima, o comportamento dela pode piorar ainda mais a cara do namorado por deixá-lo irritado diante de tantas perguntas. Se isso acontece, é muito provável que ela pense "tá vendo, fiz algo de errado mesmo!" ou "ele não gosta mais de mim", entre outros pan's.

Juntando este post com o anterior, temos o seguinte esquema é assim:

Situação     Pensamento --->  Emoção  ---> Comportamento

Prestar atenção nestes quatros quesitos nos ajuda, e muito, a entender o que nos acontece e, principalmente, a lidar com isso. Afinal, tendo essa clareza, podemos pensar em ações para intervir na situação concreta que nos aflige (possibilidade 1).

Caso ela não dependa de nós, ainda podemos modificar nosso pensamento em relação a esta situação (possibilidade 2). Ou, ainda, prestar atenção ao nosso comportamento diante disso, pesar vantagens e desvantagens dessa ação e, caso seja útil, agir de outra maneira (possibilidade 3).

Ana Carolina Diethelm Kley
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